Carlos Bonatto
quinta-feira, 23 de outubro de 2014
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
sábado, 14 de dezembro de 2013
Ethevaldo Siqueira
O fenômeno mais impressionante no campo das memórias eletrônicas é a queda de preços, associada ao crescimento exponencial de sua capacidade de armazenamento. Veja como se medem e como têm evoluído as memórias nos últimos 45 anos.
Quilobyte (KB) -- A primeira memória de um Quilobyte (KB) surgiu em 1970. Um KB equivale a 1.024 bytes. Quanta informação pode ser armazenada em 1 KB? Não é muito, apenas um artigo de cem palavras. Se, para simplificar, arredondarmos os 1.024 bytes para 1.000 bytes ou 103 (dez elevado à terceira potência), os demais múltiplos serão analisados abaixo.
Megabyte (MB) -- A primeira memória de um Megabyte (MB), mil quilobytes ou 1 milhão de bytes ou 106 bytes, surgiu 15 anos depois, em 1985. Quanta informação pode ser armazenada em 1 MB? Exemplo: um livreto de cem páginas.
Gigabyte (GB) -- A primeira memória de um Gigabyte (GB), mil megabytes ou 1 bilhão de bytes ou 109, foi lançada no ano 2000, ou seja, 15 anos depois da memória de 1 MB. Quanta informação pode ser armazenada em 1 GB? É o conteúdo da Quinta Sinfonia de Beethoven.
Terabyte (TB) -- A primeira memória de um Terabyte (TB), mil gigabytes ou 1 trilhão de bytes ou 1012, foi lançada em 2010. Quanta informação pode ser armazenada em 1 TB? São todas as informações contidas nos raios X de um grande hospital, como o Hospital das Clínicas.
Petabyte (PB) -- A primeira memória de 1 Petabyte (PB), mil terabytes ou 1 quatrilhão de bytes ou 1015 deverá surgir por volta de 2020. Nela poderemos armazenar a metade do conteúdo de todas as bibliotecas acadêmicas dos EUA.
Exabyte (EB) -- A primeira memória de 1 Exabyte (EB), mil petabytes ou 1 quintilhão de bytes (ou 1018, deverá surgir por volta de 2025. Com o total de cinco Exabytes poderemos armazenar a totalidade das palavras já pronunciadas pela humanidade.
Zettabyte (ZB) -- Se e quando surgir uma memória de 1 Zettabyte (ZB), mil exabytes, ou 1 sextilhão de bytes (ou 1021, nela poderemos armazenar um número de bytes equivalente ao total de grãos de areia existente em todas as praias do mundo.
Yottabyte (YB) -- Se e quando surgir uma memória de Yottabyte (YB), mil zettabytes, ou 1 setilhão de bytes (ou 1024, nela poderemos armazenar um número de bytes equivalente ao total de átomos contidos no corpo de 7 mil pessoas.
Googolbyte -- A unidade mais absurda de armazenamento é chamada de Googolbyte, um número de bytes equivalente a 10100 ou 10 elevado à centésima potência, algo tão grande quanto ao total de átomos contidos na Via Láctea.
O nome googol foi criado por Milton Sirotta, um garoto de 9 anos de idade, sobrinho do matemático norte-americano Edward Kasner, PhD pela Universidade de Columbia, que cunhou, então, o termo googolplex – que seria “a unidade seguida de tantos zeros até você ficar cansado”. Mais recentemente, o nome googol foi aproveitado para a criação de googolbyte, como 10100 bytes ou a unidade seguida de 100 zeros.
quarta-feira, 11 de dezembro de 2013
Mais um vídeo histórico!
From Laert Sarrumor
Mais um vídeo histórico!
"Mais Inteligente - Sátira da propaganda do cigarro Galaxie", era exibido durante o show "Sem Indiretas", do Língua de Trapo, em 1983.
Nele aparecem como atores Lizoel Costa, Ayrton Mugnaini Jr., Laila Guilherme, Paulo Zaidan e os saudosos Fernando "Misha" (como o "açougueiro") e Cristiano Nunes, primo do Joao Lucas, do Língua de Trapo.
O jornalista e produtor cultural Romeu Venancio é o figuraça que faz a locução e aparece no final do vídeo comendo frango e batendo com a capa do disco da banda na cabeça.
O vídeo tem criação e roteiro deste Sarrumor e foi dirigido pelo genial Louis Chilson. Produção executiva: Cida Ayres.
* Luiz Algarra, Pituco Freitas
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
terça-feira, 1 de outubro de 2013
terça-feira, 16 de julho de 2013
Entrevista à Folha de São Paulo - Trezentos ESCRITO POR ANAHUAC EM 16 JULHO 2013 |
ESCRITO POR ANAHUAC EM 16 JULHO 2013 |
Esta é uma entrevista que dei ao repórter Lucas Thomaz de Agrela, no dia 11 de Julho de 2013 por e-mail.
Achei que ficou legal e decidi publicar por aqui também.
Achei que ficou legal e decidi publicar por aqui também.
Saudações Livres!
Folha – Você acha que as redes federadas são uma alternativa ao monitoramento de dados? Por quê?
As redes sociais federadas são a única solução realmente eficaz contra o monitoramento de dados. Isso porque a federação dos servidores, seus usuários e dados torna impraticável o monitoramento. Assim como não se consegue monitorar todas as conexões Torrent do planeta, nas redes federadas seria necessário ter acesso a milhões de servidores diferentes para ser possível fazer algum monitoramento eficiente. Considere que qualquer empresa, grupo de usuários, provedor, órgão governamental pode ter seu servidor próprio e perceberá o quão ineficiente seria tentar. As ferramentas e redes sociais devassas, como Facebook, G+, Google, Gmail, Skype e Windows, mantém bases centralizadas de dados, assim fica muito mais fácil de fazer as análises desejadas e, claro, as indesejadas também.
Folha – Quais redes sociais podem ser adotadas como substitutas para as atuais?
Há diversas delas mas as mais contundentes seriam o Diáspora para substituir o Facebook, Jitsi para Skype e Pump.io para Twitter, Zimbra para Gmail e ownCloud para Dropbox.
Folha – O que deveria ocorrer para haver uma migração em massa para esses sites?
Seria necessária a tomada de consciência da população usuária da Internet, assim como o povo tem buscado o direito a democracia e liberdade no oriente médio! Neste caso seria a verdadeira primavera cibernética, pois todos teriam que estar embuídos de civilidade para lutar pelo direito a privacidade, direitos humanos digitais, neutralidade da rede e democratização do conhecimento tecnológico. Apenas esses componentes juntos serão capazes de frear os interesses de mega empresas e governos com sangue imperialista. Assim os Softwares proprietários e as redes sociais devassas seriam abandonadas para sempre, e em seu lugar, as federadas , livres e seguras seriam utilizadas.
Infelizmente o processo é muito mais lento. Convencendo um por um, amigo a amigo e em especial os ativistas que tem suas contas encerradas nessas redes sociais devassas, vamos como canta o Lulu Santos: “com passos de formiga e sem vontade”. As pessoas colocam sua comodidade acima de seus direitos individuais e assim colocam o coletivo em perigo.
O uso de argumentos como “eu não tenho nada a esconder” apenas permite que o monitoramento seja feito sem ônus, financeiro ou político. É a mesma coisa de taxar todos os políticos de “ladrão” e se recusar a votar. Isso não fortalece a sociedade, nem a democracia, nem muda nada. Mudança pressupõe esforço, tenacidade e convicção de que se está fazendo a coisa certa.
Infelizmente o processo é muito mais lento. Convencendo um por um, amigo a amigo e em especial os ativistas que tem suas contas encerradas nessas redes sociais devassas, vamos como canta o Lulu Santos: “com passos de formiga e sem vontade”. As pessoas colocam sua comodidade acima de seus direitos individuais e assim colocam o coletivo em perigo.
O uso de argumentos como “eu não tenho nada a esconder” apenas permite que o monitoramento seja feito sem ônus, financeiro ou político. É a mesma coisa de taxar todos os políticos de “ladrão” e se recusar a votar. Isso não fortalece a sociedade, nem a democracia, nem muda nada. Mudança pressupõe esforço, tenacidade e convicção de que se está fazendo a coisa certa.
Folha – A denúncia do PRISM foi um reflexo da falta de cuidado ao aceitar termo de serviço de sites?
Na verdade não. O PRISM não é um programa de monitoramento das empresas, mas do Governo norte-americano. O maior erro das empresas foi permitir o monitoramento dos dados de seus usuários sem informar nada a ninguém. As pessoas tem que ter o direito de escolher se querem ou não proteger sua privacidade, e se decidem não fazê-lo pagarão um preço. Mas o acordo com todas as empresas seria de que seus dados não estariam disponíveis para terceiros. Teoricamente os dados seriam acessados exclusivamente pela própria empresa e com fins de traçar perfis de consumo e nada mais. Mas de falácias, palavras de duplo sentido e toda sorte de enganação o mercado está repleto. É uma prática comum em nosso capitalismo exploratório: deturpar o objetivo e fazê-lo lindo, agradável e cool!
O mais correto aqui seria juntar a “fome” do governo pelos dados coletados por essas empresas, com a “vontade de comer” que essas empresas despertam em toda a população, fazendo com que os usuários forneçam todas suas informações gratuitamente, achando que estão na moda!
O mais correto aqui seria juntar a “fome” do governo pelos dados coletados por essas empresas, com a “vontade de comer” que essas empresas despertam em toda a população, fazendo com que os usuários forneçam todas suas informações gratuitamente, achando que estão na moda!
Folha – Você acredita que legislação brasileira protege os dados dos internautas?
A legislação brasileira não protege coisa alguma na Internet. Infelizmente nosso parlamento é composto majoritariamente por pessoas idosas que sequer sabem o que é um e-mail. Trata-se de um verdadeiro parque dos dinossauros. Mal assessorados e com todos seus esforços focados em manter seu cargo eletivo, nossas leis cibernéticas são velhas, ineficientes, inoperantes e impraticáveis. Isso é tanto verdade que a Anatel tomou para si o papel de regulador de algumas questões, passando por cima, inclusive do CGI.BR – Comitê Gestor da Internet no Brasil. Infelizmente a Anatel atende os interesses das empresas de comunicação e não os interesses do povo, então é evidente a ingerência mercantilista sobre os dados da Internet no Brasil é feita, em detrimento dos direitos humanos na rede.
A alguns anos o CGI.BR em conjunto com a comunidade de TI do país elaborou a lei mais moderna do mundo no que tange aos direitos do Internauta, chama-se Marco Civil da Internet. Mas infelizmente ela está parada no legislativo por contrariar os interesses de monetização das Teles, vide o parágrafo que trada da neutralidade da rede, que bate de frente com o defendido pelo Sinditelebrasil, que almeja comercializar o acesso a Internet nos mesmos moldes das TV’s por assinatura, ou seja, vendendo planos por tipo de conteúdo acessado e não por largura de banda.
A alguns anos o CGI.BR em conjunto com a comunidade de TI do país elaborou a lei mais moderna do mundo no que tange aos direitos do Internauta, chama-se Marco Civil da Internet. Mas infelizmente ela está parada no legislativo por contrariar os interesses de monetização das Teles, vide o parágrafo que trada da neutralidade da rede, que bate de frente com o defendido pelo Sinditelebrasil, que almeja comercializar o acesso a Internet nos mesmos moldes das TV’s por assinatura, ou seja, vendendo planos por tipo de conteúdo acessado e não por largura de banda.
Folha – Você acredita que o formato de rede social atual seja apenas uma plataforma de publicidade que estimula a comunicação entre internautas?
O estímulo á comunicação é o catalítico necessário para cegar os usuários. Os humanos são serem ridiculamente sociáveis, com um grau de carência muito além do aceitável. O problema não está na rede social, muito pelo contrário. O problema está na ferramenta escolhida. Porque privilegiar uma ferramenta proprietária, que vai monitorar seus dados e que pertence a uma empresa estrangeira? E a resposta vem da propaganda. Nos convencem diariamente de que estar nelas é jovial, moderno e até mesmo revolucionário, quando na verdade tratam-se de maquinas de fazer dinheiro com as informações que você dá de graça! E de quebra ajudamos na evasão de divisas e promovemos o monitoramento por governos com tendências imperialistas.
Primeiro o Rei estava vestido, agora ele está nu. Vamos fingir que não estamos vendo? Vamos fingir que não é conosco?
Esse é um excelente momento para abandonar as redes sociais devassas e os softwares proprietários para deixar claro, que como bons Internautas, não aceitamos os desmandos e interesses políticos e econômicos de ninguém!
Primeiro o Rei estava vestido, agora ele está nu. Vamos fingir que não estamos vendo? Vamos fingir que não é conosco?
Esse é um excelente momento para abandonar as redes sociais devassas e os softwares proprietários para deixar claro, que como bons Internautas, não aceitamos os desmandos e interesses políticos e econômicos de ninguém!
Anahuac
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